Fausto Marsol - Notas biográficas

Embora de nacionalidade espanhola, Fausto Marsol nasceu no Porto, tendo repartido a sua vida entre os dois países, residindo sequencialmente em Sevilha, Lamego e Lisboa;

é, portanto, bilingue, dizendo sentir-se Ibérico.


Feitos os estudos secundários em Lamego, rumou a Lisboa para ingressar,

como administrativo, nos quadros da RTP, onde permaneceu 3 anos.

O 25 de Abril apanhou-o nos E. U. da América - país onde residiu durante 3 meses

- aterrando, como gosta de referir, em plena revolução, a 28 desse mês.

Em Julho de 1974 ingressou na Xerox, aí trabalhando durante 5,5 anos,

ao mesmo tempo que frequentava Psicologia Clínica no ISPA,

especializando-se mais tarde em grupanálise.

Já como psicólogo, após uma curta passagem pelo I. Português Psicologia Aplicada,

foi colaborar na implementação do Projecto Renault em Portugal,

permanecendo nessa companhia até desenvolver o seu próprio Projecto de uma Consultora de Recursos Humanos, O&D (1987),

empresa que dirigiu até à sua desactivação, em Dezembro de 2002.

Após isso, iniciou uma carreira como Autor

e Consultor em Desenvolvimento Organizacional e Pessoal (Coach).

Enquanto Consultor, teve oportunidade de colaborar com um vasto conjunto de organizações, entre as quais se destacam, pela sua relevância:

ALD Automotive, ANA, Aon, Atantic Cargo, BP, ESAB, Eurest, GlaxoSmithKline, Grupo Evicar, IEFP, Mitsubishi M. de Portugal, Nestlé, Novartis, Novis, Opel, Optimus (hoje ZON), Peugeot Portugal, Pirites Alentejanas, P. Telecom (hoje Altice), Renault Portuguesa, Sanofi, Siemens, SIVA, Sofinloc, Somincor,

Grupo Sorel e TMN (hoje NOS).


Na escrita, sonho antigo, a estreia deu-se em 2001 com ai, adeus! (Ed. Salamandra), romance sobre o qual Regina Louro, escritora e crítica literária, disse:

“Estamos perante um livro surpreendente a vários níveis.

Surpreendente por se tratar de um primeiro romance, vindo de um autor que já não é propriamente um jovenzinho, a não ser pela juventude de espírito. Fausto Marsol não teve pressa em publicar, de se dar a conhecer como escritor, de chamar a si as luzes da ribalta, o que é uma raridade apreciável nos dias que correm. Este facto permite-lhe revelar-se com uma obra plena de maturidade no conhecimento das relações humanas, e muito especificamente das relações entre os sexos, que é o assunto básico do seu romance”

Em 2004/2005, inspirado em Nicolau Maquiavel, escreve Maquiavel para Gestores Contemporâneos – Como Tornar-se Príncipe da Gestão (RH Editora 1ª edição, Bnomics 2ª edição, actualmente esgotado), que é uma aprofundada reflexão sobre management e sobre o papel que cabe às empresas neste nosso mundo actual,

não só enquanto motores do desenvolvimento económico, mas também no que ao desenvolvimento humano concerne – função, com frequência, menos lembrada, quando não mesmo esquecida.

“Chamasse-se ele Jack ou Michael e atirar-se-iam aos seus pés,

chamando-lhes gurus.

Mas se se chamam Fausto e escrevem arrojadamente sobre um clássico da literatura de liderança e com base na sua experiência organizacional, o português tem uma certa tendência para o descartar. Fazem mal, porém, os que assim reagem perante o livro escrito por Fausto Marsol, intitulado ´Maquiavel para Gestores Contemporâneos`. (…) Vão ver que, ao contrário de muito do que lêem escrito por tantos desses gurus da moda, não darão o tempo por perdido e ainda são desafiados a ler ou reler o original de Maquiavel.” – João Duque, Pres. do Inst. Sup. de Economia e Gestão sobre a obra, D. Económico de 24/9/09. 

Maquiavel para Gestores Contemporâneos - Como Tornar-se Príncipe da Gestão , está também publicado em Espanha (Março de 2010).

Em 2013 editou Caril e Outras Receitas Amorosas,

uma colectânea de contos gastronómicos,

e em 2019 De Todas as Noites e Outras Paisagens Poéticas,

juntando poesia e fotografia.

São ainda de sua autoria os seminários

A Arte de Bem Gerir © e A Emoção das Competências – Up with you! ©.

A fotografia sempre foi também um motivo de interesse para Fausto Marsol,

interesse esse que aumentou com o advento do digital: máquinas e programas de edição. Quando no passado se tinha de fotografar com parcimónia, escolhendo bem o ângulo e o momento a registar em cada um dos 36 fotogramas disponíveis - a fotografia saía cara então - e se tinha de esperar pela revelação do rolo e a impressão das fotos,

hoje tudo está mais facilitado: o resultado de cada disparo pode ser visto de imediato

– e corrigido até – e a capacidade dos cartões permite uma infinidade de registos.

Não esquecendo também a facilidade quer de arquivamento das fotos no computador

– longe vão os negativos - quer de edição, com uma boa oferta de programas gratuitos.


Não renegando a fotografia “clássica”, dentro da arte fotográfica, porém,

Fausto Marsol tem vindo a privilegiar a foto-arte, patente, por exemplo,

no Projecto Mutações (1), já exposto por diversas vezes.


Como para os Escritos (Obras Publicadas, Poemas soltos e Artigos)

este site dispõe um espaço para Fotografia, ficando aqui o convite para os visitar.